Desde muito tempo o ser humano tenta se manter ligado por Deus por meio da oração, e para ajudá-lo nesta tarefa encontrou diversas formas de manter a concentração. Uma dessas formas foi amarrar bolinhas furadas em um cordão, onde cada bolinha representa uma reza. Os cristãos do ocidente, a partir de São Domingos de Gusmão, chamam este exercício devocional de Rosário, que consiste em contemplar 20 mistérios do Cristo através de dezenas de ave-marias e pai-nossos.
Contudo, é interessante perceber que não só os católicos tiram proveito espiritual deste instrumento semelhante a um colar. Tradições de diversas partes do mundo, e porque não dizer com doutrinas bem distintas, se aproximam através dele. Os budistas o empregam com o nome de Odyuzu, onde recitam 108 mantras contra 108 paixões mundanas. Já os muçulmanos chamam o “terço” de Masbaha, contando nele uma série de 99 expressões de louvor a Deus.
Nossa mente tende à divagação quando nos propomos períodos de meditação mais extensos, de modo que este jeito de orar ajuda a mantermos o foco. Para nós católicos é como se na Presença de Deus-Pai sentássemos no colo de Maria e ela começasse a nos contar a história de seu filho Jesus Cristo.
Padre Alexandre


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