quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sobre incompatibilidade e Fé


Primeiramente devo dizer que trouxe este tema no coração desde o começo da semana, contudo, acho que  não poderia deixar de postar estas impressões em outro dia senão neste: 08-12 (Dia Solene da Imaculada Conceição de Maria).

Lançaram, na Espanha, uma campanha publicitária com os seguintes dizeres (bem, é mais ou menos isso): "Bendita camisinha que tira a Aids do mundo" . E ainda algo como: "Que não te dêem a hóstia..." Logicamente os católicos manifestaram sua indignação com tal desrespeito com aquilo que mais temos de sagrado. Os argumentos contra tamanha falta de sensibilidade, ou provocação, são vastos e estão aí para quem quiser ver, de modo que, eu não tenho muito mais a acrescentar.

Gostaria de trazer aqui uma outra reflexão. O que percebo nesta "sacada" da Juventude Socialista de Andaluzia é um discurso religioso mascarado, talvez eles nem percebam isso, como a maioria dos jovens não percebem. O que ficou explicito é que a camisinha nos é imposta como redentora contra o mal. "Use-a e você alcançará o paraíso do prazer, sem medo". E é isso mesmo! Utilizá-la é um ato de fé, deposita-se toda a confiança e se esta falhar... adeus. Acontece que inevitavelmente ela falhará, pois por mais que possa proteger nosso corpo ela não pode defender a nossa afetividade, nossos sentimentos, etc.

Porque é importante perceber o discurso religioso escondido? Porque toda religião resulta numa conduta, o que também podemos chamar de moral. A Igreja bate tanto nesta tecla porque a Moral pautada no Evangelho de Jesus Cristo não admite uma prática sexual permissiva. A novidade desta campanha é que quem era contra a moral cristã se cansou de querer mudar a opinião da Igreja e assumiu: "Nós temos um outro deus e, admitimos, ele também não suporta o Deus de vocês!"

Talvez, enfim, isto seja bom. Porque o jogo começa a ficar mais limpo e cada um pode escolher em qual time quer jogar. Sem esta tapeação de que dá pra assumir as duas posições. Não dá! Camisinha é incompatível com Eucaristia. 

O que ainda gostaria de trazer da nossa memória ocidental é que o Cristianismo se desenvolve num ambiente extremamente permissivo em suas práticas sexuais, onde os bacanais (rituais baseados em orgias e bebedeiras) faziam parte da religião oficial. Porque será que, então, as pessoas resolviam abraçar valores como castidade, virgindade, celibato e  consagração? E repudiar essas coisas tão "boas"? Não seria porque mais cedo, ou mais tarde, isso começa a cair num vazio, numa falta de sentido???

Era um pouco isso que queria dizer. Faça as renúncias certas. Opte pensando não só no que é imediato. Tenha um projeto de vida. Respeite seu corpo e das outras pessoas. Encare o prazer como um dom e não como uma obrigação. Seja feliz. 

Que aquela que engravidou pela ação do Espírito Santo, que não só recebeu Jesus, mas que partilhou com Ele o seu corpo, Maria, interceda por você e seja modelo para suas escolhas. Amém 

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A um santo desconhecido



"De pé, no meio do Areópago, Paulo tomou a palavra: “Atenienses, em tudo eu vejo que sois extremamente religiosos. Com efeito, observando, ao passar, as vossas imagens sagradas, encontrei até um altar com esta inscrição: ‘A um deus desconhecido’. Pois bem, aquilo que adorais sem conhecer, eu vos anuncio." 
(At 17, 22-23)



Evoco, aqui, o apóstolo dos gentios para partilhar minhas impressões sobre a festa de "todos os santos". De fato, a Igreja nos propõe tal celebração para recordarmos que o número de pessoas que viveram a santidade é bem maior do que o número daquelas que foram canonizadas, ou seja aquelas que veneramos através das imagens e relíquias que se encontram em nossos espaços sagrados.

No livro dos Atos dos Apóstolos é indicado que os atenienses tinham um altar vazio reservado a algum deus que, porventura, tivessem deixado de honrar. No nosso caso, como cristãos, não é por medo que "deixamos um nicho vazio", e sim para que cada um dos batizados almeje estar lá um dia. Claro, um santo não é um deus, isto é óbvio, é alguém que viveu as virtudes da fé heroicamente e que se tenha verificado milagres atribuídos à sua intercessão.


Imagine você um santo! Alguém que a comunidade testemunhe que seu comportamento e percurso de vida é, para além de qualquer dúvida, um modelo. Que a sua conduta se pauta pela prática, para além do comum, das virtudes teologais e das virtudes cardeais. 

Imagine que pelo pedido de sua intercessão junto a Deus aconteçam milagres, curas inexplicáveis à luz da ciência, curas perfeitas, duradouras e que ocorram rapidamente. Isto seria melhor que ser um deus, pois você estaria a serviço do Verdadeiro e Único Deus, participando de sua graça. E é deste tipo de gente que nossas comunidades estão precisando, sempre cabe mais um.

A um santo desconhecido eu digo: não deixe mais o seu lugar vazio. Apresente-se, assuma seu lugar na Igreja da terra e, por consequência, na Igreja do Céu. Ah, e se você não for assim tão santo, não tem problema, nossas comunidades tem por missão serem, também, escolas de santidade.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Rosário: Um hábito de contemplação de todos os povos

Desde muito tempo o ser humano tenta se manter ligado por Deus por meio da oração, e para ajudá-lo nesta tarefa encontrou diversas formas de manter a concentração. Uma dessas formas foi amarrar bolinhas furadas em um cordão, onde cada bolinha representa uma reza. Os cristãos do ocidente, a partir de São Domingos de Gusmão, chamam este exercício devocional de Rosário, que consiste em contemplar 20 mistérios do Cristo através de dezenas de ave-marias e pai-nossos.
Contudo, é interessante perceber que não só os católicos tiram proveito espiritual deste instrumento semelhante a um colar. Tradições de diversas partes do mundo, e porque não dizer com doutrinas bem distintas, se aproximam através dele. Os budistas o empregam com o nome de Odyuzu, onde recitam 108 mantras contra 108 paixões mundanas. Já os muçulmanos chamam o “terço” de Masbaha, contando nele uma série de 99 expressões de louvor a Deus.
Nossa mente tende à divagação quando nos propomos períodos de meditação mais extensos, de modo que este jeito de orar ajuda a mantermos o foco. Para nós católicos é como se na Presença de Deus-Pai sentássemos no colo de Maria e ela começasse a nos contar a história de seu filho Jesus Cristo.

Padre Alexandre

Santos Missionários

O mês de Outubro é o mês das missões. Levar a Boa Nova a quem não conhece não é apenas uma dádiva que Deus nos deu para que sua Palavra seja espalhada pelo mundo e para que todos conheçam a verdade e possam fazer do mundo uma grande e eterna comunidade em que Deus é o Governante Maior.
Algumas figuras muito importantes dentro da história da Igreja Católicas levaram como um modo de vida levar as palavras do Evangelho ao mundo, uma destas pessoas é Santa Terezinha do Menino Jesus, padreira das missões, sua história cheia de beleza e profundo amor a Deus e ao Evangelho é um exemplo a ser seguido, por isso convidamos você a assistir um pouco da história desta Santa que protege todos aqueles que possuem a graça de ser um missionário da Palavra de Deus.